Poema de trechos inúteis, li, reli e não entendi, não havia nexo algum até que eu me apaixonei.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Há o sentido escondido pra alguém um dia te mostrar
Poema de trechos inúteis, li, reli e não entendi, não havia nexo algum até que eu me apaixonei.
Escritas sentidas de meninas doces
Bom, to te querendo sabe, não sei se seria necessário você saber ou se isto bastasse pra mim, mas é que eu quero que saiba porque aí vai entender tudo, desde meu olhar cruzando o seu e rapidamente desviando-o até minhas palavras travadas com minhas bochechas rosadas de vergonha. Enrolei muito? Não sei, é que to travando aqui também, poxa to tentando me esforçar, mas não sei o que dizer, só sei sentir, e tem sido bom demais essa sensação, faz um favor, vem me querer também?
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Menina doce, menina amarga, menina
Menina doce do amargo da vida, tentou continuar com tal doçura, acrescentou açúcar, mas era doce demais e ele se enjoou. Menina amarga que deixou de ser doce, ninguém mais se enjoou, mas também jamais se aproximou. Diga-me menina, ser doce ou ser amarga, meio termo não me satisfaz como amar pela metade é ser incapaz.
Portas trancadas e retalhos guardados
Aquele tempo que ela trancava a porta toda vez que ela ameaçava abrir, corria para longe e jamais disse a ninguém quais eram os motivos de tanta fraqueza perante aquela porta de madeira de cor vermelha e um desenho de um pássaro preso na gaiola no canto esquerdo. Já tentaram perguntar a ela, questionaram várias vezes mas sempre sua resposta era a mesma: _ Eu não encontro retalhos bons para hoje.
Cá entre nós, sua resposta trazia uma simples idéia para tanta distância da porta, havia alguma mágoa e de certa forma, viver sem relembrar era algo que ela conseguia toda vez que ela se esquecia do retângulo vermelho trancado. Anos e mais anos e ela sempre respondendo a mesma frase para as pessoas novas em sua vida, jamais quis se abrir, todos sabiam da existência da porta, mas jamais souberam o que havia atrás dela, e depois de tanto tempo nem ela mais sabia o que restou dentro de lá.
Perguntou ele, fixando os olhos nela: _ Ei, porque não me deixas ver o que tu tens dentro daquele quartinho escuro?
_ Você não encontrará retalhos bons para hoje.
_Mudaste a resposta de sua frase falando comigo, talvez mudasse sua vida se me permitir ver tudo que tens lá.
_ Eu não poderia, eu não quero, eu...
_Shh!
Ele a envolve como um lençol e num piscar dos olhos os lábios dele tocaram os dela, ela se encolheu e ele num sussuro exclama:
_Posso entrar?
Ela ainda com os olhos fechados responde:
_Destranquei a porta, entre.
E quando ele pode entrar, aquele pássaro voou e naquele instante tudo se abriu, ela estava pronta para amar novamente e agora aquele quartinho não existiria apenas uma pessoa, ele acabou sendo o segundo e o último de sua vida.
Ela só estava esperando a pessoa certa, por isso jamais mostrou os retalhos passados porque muitos só entrariam para visitar e não para ficar.