Eu me enterrei num lugar pequeno, frio e escuro, deixei que passassem por mim, não impedi minha infelicidade, me joguei naquele cubículo inexistente e dali só recebia palavras e mais palavras com um propósito, que eu saisse daquele lugar, mas eu me fechei mais ainda, era como se a gravidade me puxasse só para lá, eu estava me sentindo fraca, ele levou algo que eu não sabia bem do que chamar, se era ainda amor ou tristeza, mas o que eu criei em mim para preencher aquele poço vazio foram lágrimas, mas ele transbordou e muitos me viram chorar, estava me afogando e não querendo sair mais. Eu ainda conseguia respirar, mas quando eu estava ficando sem ar e sem conseguir mais identificar como e aonde eu estava vivendo, eu mesma criei um barco e naveguei para solo firme.Se não for você mesma para lhe criar um barco, quem saberá a hora exata para lhe entregar um?
Mas eu sou mesmo um clichê. Um daqueles bem água com açúcar, sabe? Um melodrama de quinta. Uma comédia romântica, que você não se cansa de ver num domingo a tarde. - Querido John
domingo, 26 de junho de 2011
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